A voz e os argumentos das crianças

Batalha

Argumentos, bate boca, eu não ligo; mas esses argumentos nos deixam girando sem fim com nossos filhos, alunos, crianças quando entramos nesse embate. Acreditem: eles vencem a batalha.

Com o passar do tempo, a situação fica ainda mais complicada: as discussões ficam mais longas, os adultos mais irritados e, logo, vemos os castigos, gritos, tapas e “se você” saindo descontroladamente dos adultos, atingindo os pequenos como forma de vencer essa guerra sem fim. Afinal, a próxima batalha logo se aproximará e tudo começará outra vez.

Reconhece esse momento? As crianças são muito inteligentes e normalmente têm muito a colaborar quando nos encontramos para conversar sobre algum assunto, mas quando nosso sistema familiar se encontra em disputa, e o embate é a forma vigente, o que seria colaboração e troca torna-se disputa. As ricas conversas que poderíamos ter se transformam em embates sem fim ou com finais trágicos.

Cuidar do sistema familiar, de nós, adultos, sairmos da postura de embate na forma que corrigimos nossos filhos, será crucial para que a criança nos perceba como um lugar de acolhimento e confiança e não como alguém a ser vencido. Fomos educados assim, eu sei, mas, com essa criança que tem voz, que tem seu lugar, não funciona. O caminho é nos ouvirmos, prestarmos atenção ao que vai dentro de nós e usarmos de estratégias de educação que fazem crescer como consequência, o “ou você”, a conversa e o respeito como tempero de tudo isso.

No mais, seremos capazes de perceber a diferença tênue entre um argumento e uma colaboração, entre um embate e uma conversa, e poderemos nos mover enquanto família enquanto relação para um rico encontro repleto de troca e crescimento. Vamos?

Com carinho

Dani

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