Espelhos e o ciclo vicioso!

Recomeçar!

Conforme vamos convivendo com as pessoas, muitas vezes acabamos atribuindo características a elas. Mas, quando se trata de nossos filhos, apesar de ser um processo natural, essas qualificações acabam por aprisioná-los. “Ela é agitada”, “ele é difícil”… e, com outras palavras do gênero, vamos rotulando os pequenos. O que tenho observado no consultório é que a maioria das famílias também está aprisionada nas crenças e julgamentos que faz da criança e de si mesmo como pais e como família. O ponto importante dessa história é que diferente dos adultos – que conseguem discernir quem são e jogar fora o que não serve -, as crianças estão em processo de formação.

Tudo o que dizemos como pais, a respeito de quem são nossos filhos, é ouvido e internalizado diretamente, sem questionamento. O resultado disso é que muitos comportamentos aparecem como resultado dessa imagem criada. Começa então um novo ciclo vicioso. Uma criança que se apresenta agressiva, por exemplo, passa a ser vista como agressiva pelos pais e com isso desenvolve constantemente esse tipo de comportamento. Ela não tem conhecimento e força interna para discordar dos pais, principalmente porque o que todos nós buscamos é sermos amados e aceitos, o tempo todo. E, por sua vez, os pais a colocam cada vez mais neste lugar, neste papel de agressividade.

Proposta

Minha proposta para alguns pais, e para mim mesma, tem sido buscar o sentimento do amor! Para que isso aconteça, que tal relembrar do começo? Da gestação e da expectativa para a chegada deste SER, do nascimento, do amor puro e de toda potência que ali se concentrava. Tudo isso ainda está dessa maneira e, ainda, é! Ao chegar neste reinício proporcionamos outra chance a nós mesmos para novamente conhecer e reconhecer nossos filhos. E, assim, passar a olhar para suas atitudes como pedidos de ajuda e não como caracterizações que, na realidade, não nos levam a lugar nenhum, ou melhor, nos levam sim, à visão rasa, à distância e aos ciclos desnecessários.

Meu convite é para que, possamos realmente recomeçar no amor, na alegria e no encontro essencial com aqueles que amamos.

Com carinho e gratidão

Daniella Freixo de Faria

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