Limites ou Limitados?!

Limites ou Limitados?

Nas últimas décadas vivemos grandes transformações na educação das crianças. Partimos das gerações onde o autoritarismo, a distância e a falta de diálogo eram comuns e passamos pelo medo de dizer não, palavra que a própria Psicologia, em seus estudos, definiu como traumática. E hoje, onde estamos?

Eu diria que num momento difícil. Estamos perdidos e isso resulta numa grande insegurança nas crianças. Ora agimos autoritariamente, ora permissivos demais, ora presentes e, somente com amor e eficiência, conseguimos construir uma nova forma de educar.

Eu quero novamente propor uma reflexão: muitas vezes julgamos que as crianças precisam de limites, que estão malcriadas ou sem referência. Isso pode mesmo acontecer, até porque funcionam como um direcionamento, manifestação de amor e presença dos adultos neste caminho de aprendizado. Porém, com a correria do dia a dia e com pais e mães envolvidos com suas rotinas profissionais, o que é denominado como falta de limites pode, na verdade, camuflar outra necessidade.

Em muitos casos a falta de disciplina demonstra o quanto essa criança passa despercebida em suas necessidades. Um equívoco comum nos dias de hoje é fazer com que as crianças se adaptem à vida adulta, ou por terem tantas atividades, acabam por se tornar adultas, se distanciando então do direito de brincar e de curtir a infância.

Neste momento acredito que, mais do que limites, as crianças em muitos momentos encontram-se é limitadas, em sua expressão, em seu brincar, em sua imaginação. Construindo uma relação com presença, qualidade e atenção podemos sim atingir o equilíbrio para enxergar nossas crianças, suas necessidades, características e dificuldades. E a partir daí, com a nossa proximidade, podemos vivenciar o processo de educação de forma mais positiva, natural e construir uma relação de reciprocidade e amor!

Gratidão!

Dani Faria

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